Kiki Caravaglia

UM PASSEIO POR CHARLESTON

26 de julho de 2017

Todo o charme da pequena cidade da Carolina do Sul, conhecida por ser o destino mais caloroso dos Estados Unidos

Eu estava em Miami e resolvi checar se a cidade de Charleston, na Carolina do Sul, era realmente a cidade mais hospitaleira dos Estados Unidos como dizem. Logo no começo da viagem, enquanto passeava pela Upper King Street, notei que várias pessoas me sorriam ou diziam “hello”. Será? Segui para o bairro histórico onde fiquei encantada com seus prédios comerciais em estilo art déco e aquelas casas antigas de filmes como E o Vento Levou, e logo percebi: que cidade e povo simpático! Essa simpatia deles é tão famosa que mais de 5 milhões de turistas passam por Charleston anualmente.
No restaurante Macintosh, do famoso chef Jeremiah Bacon, qual foi a minha surpresa quando o próprio veio nos receber com um sorriso no rosto e encantado em saber que éramos brasileiros. O forte da cozinha dele são as carnes, mas o papo, melhor ainda. Contou que a cidade costumava não ser muito bem-vista por causa de sua posição revolucionária no passado e por ter sido um enorme campo de batalha durante a guerra civil dos Estados Unidos – o sul com suas fazendas de algodão e centenas de escravos e o norte querendo acabar com a escravatura. O sul perdeu e foi abolida a escravidão. Portanto, eles tiveram de se esforçar em agradar os estados abolicionistas. E partiu daí essa famosa hospitalidade deles – além, é claro,  das famílias de fazendeiros que se conhecem há mais de cinco gerações e, obviamente, vão cumprimentando todos que passam.
Depois do prolongado almoço instrutivo, fomos ao Charleston City Market, mercado local do princípio do século 19, um must go de lá. Em seguida, hora de passear pela rua Rainbow Row, com suas lindas casas de arquitetura georgiana, todas em perfeito estado. Na Broad Street, mais casinhas perfeitas, sendo que várias delas se tornaram pequenos museus históricos. No fim do dia, quis conhecer o bar The Gin Joint, onde os cubos de gelo da bebida são serrados de um gigantesco bloco de gelo bem na sua frente. Bem diferente. Para finalizar meu dia, escolhi o hotel The Vendue, que reúne vários pequenos prédios antigos de 1700, todos transformados em um ótimo hotel-arte.
Antes de voltar para Miami, fui passear no Battery Park e conhecer o forte Sumter, as  lindas alamedas cheias de palmeiras e ver as mansões sulistas, magníficas, que dão para o porto de Charleston. De repente, alguém gritou: “Hey, está gostando?”. Olhei para trás, achei que não era comigo. Um senhor sorriu e disse: “Tenha um bom dia”. Tem como não ficar encantado com a hospitalidade das pessoas de Charleston?

Viajante insaciável, KIKI GARAVAGLIA já correu o mundo e, no momento, pode estar em londres ou marrakesh. só tem medo de morrer sem antes conhecer dubai

© Joyce Pascowitch 2013